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  • 26/11/2017 17:25

    PESQUISA: Qual a influência da Maçonaria nas atividades recreativas?

    Com o Intuito de saber mais sobre os membros de nossa Augusta Fraternidade e qual o impacto da ordem referente ao consumo de entretenimento e atividades recreativas em seus dias de “folga” na Maçonaria, desenvolvi uma pesquisa rápida e ligeira com o objetivo de traçar um perfil dos maçons. Para garantir a legitimidade de apenas maçons respondendo, eu parti de grupos de estudos que participo no Whatsapp (Como por exemplo, o famoso “Ritos e Rituais”). Infelizmente esta atitude pode ter comprometido o resultado a nível macro (Maçonaria Brasileira), deixando apenas um grupo de maçons específico (Brôs do Cloves), ou seja, os tarados por maçonaria que leem, vivem e escrevem sobre a fraternidade que tanto amamos. Agora paramos de churumelas e vamos ao resultado, que terá comentários meus ao final de cada resposta.

    Imagem retirada do site do Jornal Folha, editada por mim. Disponível em:http://folhavideira.com/2017/10/24/corrupcao-violencia-e-pobreza-sao-o-que-mais-atrapalha-o-brasil-diz-pesquisa/pdvnews_pesquisa_varejo/. Acesso em novembro de 2017.

    Qual o seu grau de instrução?

    Conforme o resultado desta primeira pergunta, vimos que apenas 16,7% dos entrevistados não tiveram qualquer contato com a universidade, o que deixa a pesquisa no mínimo interessante, tendo em vista que menos de 15% da população brasileira chega ao nível superior de ensino. Lembrando que para este autor, cursar a universidade não significa sinal de qualidade nas atividades maçônicas.

    Qual seu grau na Maçonaria?

    De todos os entrevistados, apenas 7,8% estão no grau de companheiro. Acredito que isso se dê ao fato de que existe na maçonaria Brasileira uma crença de que o grau de companheiro é um grau “pesado” espiritualmente, por isso em muitas lojas existe a cultura de não demorar-se neste grau, causando assim um esvaziamento nesta classe de maçom em relação às outras. O que na opinião deste autor não tem muito sentido.

    Você costuma consumir conteúdo maçônico com a finalidade de aprendizado?

    Desse resultado chegamos a uma conclusão interessante, ou seja, a grande maioria dos entrevistados consome material referente à maçonaria (livros, revistas e etc). Dos que não consomem quase todos responderam o questionário porque alguém pediu. Como era de se esperar, esse mesmo grupo também não demonstrou interesse em entretenimento com temática maçônica.

    Qual o tipo de conteúdo preferido?

    Esse resultado era esperado, acredito que se deva ao fato de tratarmos muito mais o conteúdo simbólico dentro de Loja, faltando assim um complemento histórico que é compensado nas obras adquiridas para leitura “extraclasse”.

    Referente a lazer. Você costuma procurar filmes ou livros que tenha qualquer ligação com a fraternidade? Mesmo que essa participação seja ínfima Ex: Um personagem maçom

    Esse resultado só comprova uma das minhas afirmações. Os Brôs do Cloves são tudo tarado em maçonaria.

    Referente a pergunta anterior. Mesmo que não tenha procurado e por um acaso achar qualquer elemento sobre maçonaria em um filme ou obra de entretenimento, qual seria seu sentimento em relação a isso?

    Como esperado, o povo do “tanto faz” é minoria representando menos de 10% dos entrevistados. Acredito que ficar feliz com algo que aborde um tema que se faz parte é normal, assim como os filmes com temática cristã para os cristãos e etc. Nos meus trinta anos de vida, pude ouvir relatos de diversas pessoas felizes com obras que dentro de um contexto as inserisse dentro de um grupo que elas consideram importantes, como por exemplo, “você sabia que fulano era maçom/evangélico/lutador de jiu-jitsu ?”.

    Quando você assiste um filme, tal qual, "A Lenda do Tesouro Perdido", seu sentimento em relação a isso é?

    Assim como as duas questões anteriores, acredito que analisando o resultado das três juntas, elas só afirmam a teoria de Abraham Maslow, ou seja, a necessidade de pertencimento. Que não significa que seja algo ruim.

    Você sempre tenta fazer ou forçar uma ligação de qualquer obra de entretenimento com a maçonaria? Ex: A letra Anjos da musica do Rappa na parte que fala "Pra quem tem fé a vida nunca tem fim" é claramente uma alusão ao princípio da Imortalidade da alma de acordo com os ensinamentos na maçonaria.

    Esse foi um dos resultados mais interessantes que houve. Apenas 7,8% dos entrevistados que forçar ou fazer uma ligação de qualquer obra com a maçonaria. A maioria (47,8%), assim como eu, considera que tudo que é belo e expressa moral pode ser associadas a nossa augusta instituição, mas em contra partida, quase metade (44,4%) não entende desta forma.

    Depois que ingressou na Ordem, todos as suas conversas acabam fatalmente em maçonaria?

    A maioria esmagadora dos entrevistados respondeu que “depende com quem se conversa”, 6,7% não tiveram papas na língua e responderam que “Sim, maçonaria é uma cachaça” e 10% que evitam falar em maçonaria fora da Loja. Aqui caberá um adendo da cunhada. Quando eu li as questões e resultados para ela, esta respondeu categoricamente que sim “tudo acaba em maçonaria”, mesmo eu argumentando que depende com quem se conversa, em protesto e aos berros a cunhada respondeu algo do tipo “Você passa o dia todo conversando com esses bodes! Quando não está na Loja está grudado nesses grupos, os amigos que não eram bodes você iniciou...”. Ou seja, assim como eu, a cunhada acha que o pessoal que respondeu “depende com quem se conversa” na verdade deveria responder “sim”.

    Você está respondendo esse questionário porque?

    Esta pergunta serviu para constatar que ninguém em sã consciência gosta de responder pesquisas, a não ser a pedido. Exceto os 7,8% que são doidos e os outros 17,8 % que consumiria até um refrigerante de cola com uma etiqueta com um esquadro e um compasso.

    Resultado

    A pesquisa obteve resultado satisfatório, comprovando que a maioria dos sujeitos que ingressam na fraternidade, passam a viver em torno da mesma, por isso, acredito que mais do que nunca temos que vigiar nossos atos procurando sempre exemplificar os ensinamentos morais que lá aprendemos, pois se vivemos e respiramos isso aqui e divulgamos fazer parte de sublime Ordem que possamos fazer o melhor.

    Cloves Gregorio.'.

    Referências

    Site Psicoativo. Necessidade de Pertencimento – Maslow. Disponível em: http://psicoativo.com/2015/12/necessidade-de-pertencimento-maslow.html. Acesso em novembro de 2017.

    CANCIAN, Natália. Só 14% dos adultos brasileiros têm ensino superior, diz relatório da OCDE. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/09/1813715-so-14-dos-adultos-brasileiros-tem-ensino-superior-diz-relatorio-da-ocde.shtml. Acesso em novembro de 2017.

  • 02/01/2017 14:52

    Tronco de Beneficência – Carência real Vs. Necessidades supérfluas

    Em muitas confrarias existe um fundo especial para ajuda monetária de seus membros e familiares, não sendo diferente na maçonaria. Muitos Irmãos vão falar de suas origens, desde a fantasia de um tronco oco passado aos templários para ajuda aos necessitados a algo tangível como uma caixa destinada a guardar dinheiro em prol dos Irmãos e necessitados.

    Caixa de madeira com finalidade de guardar fundos, datado do ano de 1670 pertenceu a  Lodge of Aberden feita provavelmente pelo pai do Reverendo James Anderson. Disponível em: https://www.facebook.com/GrandLodgeScotland/. Acesso em Janeiro de 2017.

    O fato é que desde que se tem documentado a existência da maçonaria, é registrado a existência de um fundo para auxílio, tendo o mesmo funcionado como empréstimo a Irmãos em necessidade através de notas promissórias a doações para calamidades públicas.

    Mas a finalidade desse texto não é investigar sua origem, nem traçar uma linha temporal destacando as grandes Obras que tem feito esse fundo especial através dos anos. Existem alguns Irmãos que pregam que a ajuda deve ser feita primeiro a um membro de nossa Fraternidade em dificuldade do que a qualquer outra pessoa. Então confeccionei este pequeno ensaio com o intuito de convidar os Irmãos a refletirem profundamente sobre o assunto, se questionando se as suas prestações do carro, a conta do telefone, a TV a cabo ou qualquer outra necessidade supérflua é mais importante do que alguém com fome. Antes de pedir ajuda a sua Loja, reflita!

  • 29/12/2016 19:02

    Qual o João certo a ser aclamado no Escocismo?

    Ontem foi postado um texto do Irmão Robert Cooper na página da Grande Loja da Escócia sobre os Santos de Nome João e quais as suas relações com a Maçonaria Escocesa. Tendo em vista que dia 27 de dezembro foi dia de São João Evangelista resolvi fazer uma síntese para compartilhar com vocês a visão do Curador do Museu da Maçonaria de um país que tem as Lojas mais antigas do mundo ainda em funcionamento sobre os Santos mais populares de nossa Augusta Ordem.

    Imagem retirada do Site Tracy r Twyman. Disponível em http://tracytwyman.com/john-the-baptist-as-the-baphometic-wildman/. Acesso em dezembro de 2016.

    Para saber mais sobre as Lojas mais Antigas do Mundo acesse:  https://pavimentomosaico.wordpress.com/2016/01/15/qual-e-a-loja-maconica-mais-antiga-do-mundo/

    São João Evangelista é sem dúvidas o Patrono da Maçonaria Escocesa, porém não da Grande Loja da Escócia. Explicarei o por quê. A reforma protestante na Escócia aconteceu por volta de 1559 – 1560, varrendo o cristianismo da Igreja Católica Romana, trazendo assim o Protestantismo que tinha uma visão bem diferente da adoração a Deus, ou seja, caia por terra as imagens de santos e todo tipo de adereços.

    Brasão da Grande Loja da Escócia

    No âmbito europeu existem muitas Lojas com nomes de Santos. Ainda há uma alusão fortíssima do simbolismo do ponto dentro do círculo com duas barras paralelas representando os Sãos Joãos (Alô pessoal do York), mas fica a dúvida: Se a religião na Escócia mudou completamente, porque o sinal do catolicismo continua impregnando na Maçonaria Escocesa?

    Na Idade Média a maior parte do comércio foi capaz de formar guildas (como um sindicato), Essas associações tinham certa voz na política, ainda que pouca, sendo útil para resolver questões gerais relacionadas a seu ofício, tais como negociar condições de trabalho e salários da classe representada. Em troca dessa certa influência política, a guilda teria de assumir certas responsabilidades como, por exemplo, controlar os seus membros e ficar responsáveis pela manutenção e conservação de algum espaço público. Os pedreiros conseguiram este status de Guilda em 1475 e ficaram responsáveis pelo altar de São João Evangelista na Catedral de St Giles, mantendo-o limpo e arrumado e em Ordem, além de reparar qualquer dano e fazer doações regulares de vela, fazendo assim os trabalhadores da cantaria se encontrarem regularmente, principalmente 27 de dezembro onde a maioria, se não todos os pedreiros se reuniam. Após a cerimônia religiosa geralmente acertavam contas, faziam alterações nas regras e práticas, traçavam planos e iniciavam aprendizes, por isso o dia de São João Evangelista é o dia mais importante da Maçonaria Escocesa (Com exceção do dia de St. Andrew). Só para complementar, em um ritual de Edimburgo do ano 1696 tinha menção a São João, ou seja, 140 anos após a reforma protestante tinha Maçons Escoceses jurando por um Santo Católico.

    Antes do próximo paragrafo é bom salientar que quando foram criadas as Grandes Lojas no formato especulativo, ainda existiam Pedreiros de ofício.

    A Grande Loja de Londres foi criada, e não restavam dúvidas quanto ao João a ser celebrado, era lógico que era São João Batista, pois além de ter sido fundada 24 de junho de 1717, as celebrações seriam no ápice do verão com dias mais longos e agradáveis. Quando a as Lojas de Edimburgo (especulativas) decidiram ter sua própria Grande Loja, e trilhar o mesmo caminho de Londres, esta não levou em consideração as tradições dos Pedreiros Escoceses e este novo corpo escolheu o dia de São João Batista.

    Existia um impasse na Grande Loja da Escócia. Continuar fazendo suas reuniões anuais, instalações e festividades no dia de São João Batista, ofendendo assim as Lojas dos Pedreiros de ofício, ou passar a celebrar no dia de São João Evangelista e passar a ofender os Maçons Especulativos? Nem um, nem outro. A Grande Loja da Escócia acabou optando por dia 30 de novembro, ou seja, dia de St. Andrew, o santo padroeiro da Escócia. Então chega-se a conclusão que o “ponto dentro do círculo” não é o símbolo mais adequado ao escocismo e ao contrário de que muitos Irmãos pensam aqui no Brasil, nada foi falado sobre o tal São João de Jerusalém, que muitos defendem com unhas e defendem ser o verdadeiro João da Maçonaria.

    Referências

  • 26/12/2016 13:36

    O bom filho a casa torna

    O recesso maçônico na Obediência em que eu faço parte (GOIRJ), geralmente começa dia 21 de dezembro e vai até 20 de janeiro. E o que fazemos com esse tempo livre? Quando ainda era aprendiz escrevi peça de arquitetura sobre o recesso maçônico que compartilharei com vocês:

    Durante o recesso maçônico, enquanto estava com saudades da nossa grande família, procurei me confortar com livros, filmes e obras do tema, então me veio a seguinte pergunta: Teríamos que aproveitar o recesso maçônico para tirar férias do sagrado, e retornar a casa do pai? Ou viver no sagrado durante todo o recesso?

    No decorrer do ano que passou, muitos mestres me orientaram a exemplificar o que aprendo em augusta e respeitável ordem, no mundo profano, então tirei as seguintes conclusões:

    No recesso devemos parar com a ritualística nos templos, mas nunca deixamos de ser este operário em busca da luz, não devemos encarar o avental como uma capa que podemos nos despir quando quisermos, e usar o título de maçom somente quando convier, desde o momento da nossa iniciação devemos nos portar com altivez, dignidade, honra e verdade. Devemos 24 horas por dia ser cavaleiros da liberdade, igualdade e fraternidade, não devemos ser aquele filho que retorna ao templo físico e sim o que carrega em seu coração o templo espiritual e sempre, sempre devemos estar atentos para ouvir o chamado do 2º Vigilante para retornarmos ao trabalho.

  • 31/10/2016 19:11

    Assombração no Templo Maçônico

    O dia 31 de outubro é mundialmente conhecido como o Halloween, ou dia das bruxas como falamos aqui no Brasil (Não estamos discutindo se falar disso é ou não valorizar a cultura nacional), e para provar que não é apenas o povo Tupiniquim que gosta de uma boa estória, trarei agora um Causo da terra do tio Sam. Nosso Irmão E. C. Ballard (2014), em seu texto “Os Fantasmas da Maçonaria: Lojas Assombradas” conta vários casos estranhos do qual retirou da internet, mas hoje, abordaremos apenas a curiosa história envolvendo o Detroit Masonic Temple , ou seja, o mais importante e suntuoso Templo Maçônico da cidade de  Detroit, do qual transcreverei agora em Livre Tradução.

    Lançamento da Pedra Fundamental do Detroit Masonic Temple

    Imagem Disponível em:http://www.themasonic.com/aboutus.php 

    “Parece que o impressionante templo maçônico de Detroit, do qual dizem ser o maior do mundo, não é apenas assombrado por problemas econômicos. Construído em 1912 por George D. Mason, o Detroit Masonic Temple tem mais de 1.000 quartos, várias escadarias secretas, passagens escondidas, e compartimentos ocultos nos vários andares. O Irmão Mason (Esse George era tão fera que já veio com Mason no nome) se arriscou demais com o financiamento da construção do edifício, e, eventualmente, faliu e em razão disso sua esposa o deixou. Terrivelmente deprimido com suas circunstâncias pessoais e financeiras, Mason pulou para a morte do telhado do templo. Os guardas de segurança afirmam ver o seu fantasma por esses dias (Halloween), subindo os degraus até o telhado. O templo gigantesco tem pontos frios, sombras inexplicáveis, e bater portas, além de ser conhecido por intimidar os visitantes com a estranha sensação de estar sendo observado. Os problemas financeiros associados a este edifício mantiveram-se com ele e continuam a assombrar os maçons de Detroit. A construção parece ter herdado os atributos do homem que a construiu.”

    The Detroit Masonic Temple 

    Imagem Disponível em:http://www.themasonic.com/index.php

    A história acima seria interessantíssima se não fosse uma falácia, afinal George D. Mason morreu em sua cama aos 92 anos de idade, como retratou o Blog Michigan In Pictures em uma nota, após vários leitores terem reclamado sobre o mesmo texto que também foi publicado lá em outubro de 2012. Opa, então quer dizer que Ballard não escreveu o texto? Exato! Conforme explicado na introdução deste post, ele reunia uma coletânea de textos envolvendo Lojas e templos de forma a não tentar provar cientificamente a existência de fantasmas e atividades paranormais, mas a refletir sobre a vida após a morte e questões espirituais. O texto original foi publicado no site Awesome Mitten também em outubro de 2012.

    The Detroit Masonic Temple 

    Imagem disponível em:https://michpics.wordpress.com/2012/10/24/michigans-most-haunted-detroit-masonic-temple/

    O Irmão Ballard, mesmo sendo Ph.D. em folclore e costumes populares da Universidade da Pensilvânia, errou ao copiar um texto pronto e apenas alterou uns “Mr” (Senhor) por ”Bro” (Irmão), não referenciou ou fez qualquer coisa do tipo (falou apenas que está oferecendo uma amostragem de relatos feitos na mídia a respeito de Lojas Maçônicas Assombradas), assim como muitos Irmãos Brasileiros o fazem todos os dias. Para encaroçar de vez o angu, mesmo deixando claro que o trabalho em questão não era de cunho científico, não custava nada verificar se a estória tinha o mínimo de veracidade.

    A moral deste post é destacar a importância da constante investigação da verdade, independente do título acadêmico do locutor. Acredito que o atributo verdade é essencial a todos os seres humanos, mas primordialmente dever do Maçom.

    Referências

    • Blog The Hedge Mason. Disponível em : http://hedgemason.blogspot.com.br/2014/09/the-ghosts-of-freemasonry-haunted-lodges.html. Acesso em Outubro de 2016.
    • Blog Michigan In Pictures. Disponível em :https://michpics.wordpress.com/2012/10/24/michigans-most-haunted-detroit-masonic-temple. Acesso em Outubro de 2016.
    • Blog Awesome Mitten, Disponível em: http://www.awesomemitten.com/ten-haunted-places-in-michigan. Acesso em Outubro de 2016.

  • 10/10/2016 23:24

    Reconhecimento de Obediência Maçônica Não é Permanente

    O assunto reconhecimento já está batido e encerrado em nossas fileiras. Porém, sempre tem irmãos querendo se valer deste quesito para diminuir ou invalidar a qualidade ou a condição de outrem.

    Imagens retiradas dos sites oficiais da COMAB, UGLE, CMSB, do GOIRJ e GOB. Acessos em 2016.

    O engraçado é que séculos antes da fundação da Grande Loja de Londres, já existiam outras grandes lojas e dezenas de Lojas Independentes e regulares. No Brasil, também não podemos esquecer que o GOB já perdeu seu reconhecimento em desfavor do Grande Oriente dos Beneditinos, e em um dos seus boletins considerou esse ato como Antimaçônico e que beneficiaram uma “Instituição menos aceitável”, ainda neste boletim declarou que  não cabe a nenhuma nacionalidade o privilegio de melhor compreender e exercitar a moral e que os ritos maçônicos são conquistas  de estudo e boa vontade. Curioso, não?

    Para saber mais sobre O Grande Oriente dos Beneditinos e a perda de reconhecimento do GOB acesse:Um Passeio pela História da Maçonaria no Brasil. (Parte 8) – Grande Oriente dos Beneditinos.

    A Grande Loja Nacional Francesa vive nessa de perder e ganhar o reconhecimento internacional. Outro caso recente foram as perdas do reconhecimento das Grandes Lojas da Geórgia do Tennessee em relação a outras obediências.

    Não me surpreenderia se os defensores do reconhecimento não conhecessem os fatos descritos acima. Em regra, os mais preocupados com isso, pouco conhecem nossa história ou simbolismo.

    Após os apontamentos feitos por este articulista (Homenagem ao Irmão Joaquim da Silva Pires), chego à conclusão que o dito “reconhecimento” não é algo perene, ou seja, é algo que pode mudar. Diferente dos nossos ensinamentos, onde a busca pela verdade é um dos pilares, logo, acredito que ao invés de nos preocuparmos com algo tão volátil seria muito mais saudável e produtivo para nossa Ordem ter Bons Maçons que estudam, pesquisam, são verdadeiros e praticam o bem. O resto é conversa fiada!

  • 23/09/2016 00:28

    Grande Loja Unida da Inglaterra Faz Considerações Sobre o Uso das Mídias Sociais por Maçons

    Hoje mais cedo, anunciamos em nossa página do Facebook que a Grande Loja Unida da Inglaterra publicou regras para os maçons que são filiados a mesma sobre como se portar nas mídias sociais.  Conforme prometido aos leitores do Maçonaria Tupiniquim, segue as imagens do ofício original e embaixo livre tradução feita pelo Irmão Luciano Rodrigues e Rodrigues (www.oprumodehiram.com.br) e depois conclusões minhas.

    Política de mídias sociais

    Plataformas de mídias sociais se tornaram canais cada vez mais populares para comunicação no século XXI. Eles fornecem maneiras de compartilhar o conteúdo com uma visibilidade ampla, e como tal, são excelentes ferramentas para compartilhar informações sobre atividades da maçonaria e dos maçons. Contudo, como acontece com qualquer ferramenta poderosa, mídias sociais precisam ser usadas com cautela, pois o uso incorreto pode ter um impacto negativo sobre a imagem pública da Maçonaria, e, portanto, sobre a Maçonaria em si. Esta deve ser uma questão de bom senso. Esta política foi escrita para aconselhar os maçons sobre como usar a mídia social dentro do compasso do decoro.

    1.       Embaixador Digital

    É importante comentar que toda a interação que o maçom tem em uma mídia social pode ser visível para qualquer pessoa no mundo: enquanto é possível limitar a visibilidade de um posts, não é possível controlar como os outros vão reagir a elas. Um post privado pode ser facilmente compartilhado e divulgado publicamente por qualquer pessoa que tenha acesso a ela. Mesmo que um post original seja excluído ou editado, alguém já poderia ter compartilhado na sua forma original. No que diz respeito às mídias sociais é preocupante, tudo o que se faz ou diz é gravado de forma permanente, e não há um post realmente privado.

    Atuar como um embaixador para a Maçonaria Online é parte do dever de um maçom, e está dentro do âmbito do artigo 179 do Livro de Constituições que afirma que um maçom "... tem o dever de não se envolver em atividades que podem trazer descrédito a Maçonaria". Regras (civis e maçônicas) e expectativas que se aplicam a sua conduta diária aplicam-se igualmente dentro da esfera digital, pois comentários podem ser citados fora de contexto e usados como representatividade da visão da Grande Loja Unida da Inglaterra.

    Abaixo está uma lista de comportamentos e tópicos para se evitar ao postar em mídias sociais. Estes se aplicam para contas pessoais, bem como a contas que maçons individuais podem gerenciar em nome de uma loja, delegacia, secretaria ou outra entidade maçônica. Eles se aplicam a qualquer maçom que é identificável como um maçom on-line, se ele está postando em canais maçônicos ou não. Esta lista não é exaustiva, mas destina-se a atuar como um guia introdutório aos tópicos ou comportamentos que não são adequados para postar a qualquer público em mídia social.

    Ao postar em plataformas de mídia social, um maçom não deve:

    (A)   Produzir, link para, ou se referindo a qualquer conteúdo que seja ilegal, difamatório ou que ofendam outros.

    (B)   Causar ou contribuir quaisquer argumentos hostis ou improdutivos, ou exercer qualquer desrespeito pessoal ou brigas (ou seja, o debate de boa índole é bom, mas deve-se estar preparado para abandona-lo, se deixar de ser simpático).

    (C)   Discutir ou aludir a qualquer um dos sinais maçônicos, símbolos ou palavras.

    (D)   Falar em nome de qualquer órgão maçônico (por exemplo, uma Loja, Secretaria, Delegacia ou uma instituição de caridade ou a potência) em cujo nome ele não está expressamente autorizado a falar.

    (E)    Identificar qualquer outra pessoa como um maçom sem o seu consentimento expresso.

    (F)    Se referir a qualquer informação pessoal sobre qualquer maçom sem o seu consentimento expresso (Como endereço, número de telefone, ou qualquer outra coisa coberta pela Proteção de Dados Act 1998; ver: http://www.legislation.gov.uk/ukpga/1998/29/contents).

    (G)  Tentar usar canais maçônicos como um veículo para lucro pessoal, ou para qualquer outra forma de auto-promoção.

    (H)   Atacar a potência ou qualquer outra autoridade maçônica legítima.

    2.       Melhores Práticas

    Um maçom pode compartilhar publicamente qualquer conteúdo maçônico que contribui para uma imagem pública positiva da maçonaria, como o trabalho de caridade e eventos, boas causas apoiadas por Maçons, e informações sobre a história maçônica.

    Canais de mídia social também podem ser usados para compartilhar informações relevantes apenas para os maçons, mas o cuidado deve ser exercido para usar um canal mais restrito, como um grupo fechado ou "secreto" no Facebook. Tópicos que podem ser discutidos aqui incluem:

    (A) Discussões sobre alegoria maçônica e simbolismo (desde que não haja menção de quaisquer sinais maçônicos, símbolos, ou palavras).

    (B) Informações básicas sobre outras Ordens Maçônicas (desde que não estrague a experiência para aqueles que não são membros).

    (C) Visitas as outras Lojas (por exemplo, para uma cerimônia especial).

    Ao postar sobre assuntos não-maçônicos, é importante lembrar a aderir as orientações  escritas na seção Embaixador Digital acima.

    Conclusões

    É muito legal ver um corpo importante como a Grande Loja Unida da Inglaterra tomar esse tipo de atitude, de forma a resguardar a imagem da instituição e evitar conflitos desnecessários. Na hora de postar algo sobre qualquer assunto, eu sempre realizo aquele exercício que já virou “chavão” nas redes sociais. Caso queiram realizar a mesma reflexão antes de publicarem algo, deixo as indagações para vocês também: É verdade? É útil? Vai Ofender Alguém?

    Referências:

    • Site Freemasons For Dummies. Disponível em: http://freemasonsfordummies.blogspot.com.br/2016/09/ugle-issues-new-social-media-policy.html?m=1>Acesso em Setembro de 2016.
    • Social Media Policy - Traduzido por Luciano Rodrigues e Rodrigues.

  • 17/05/2016 13:05

    Um passeio pela maçonaria em Maringá - Lançamento do Livro RITO DE YORK

        Queridos Leitores, Irmãos e simpáticos a Ordem Maçônica! Hoje eu venho ressaltar a importância da prática da fraternidade. Esse final de semana fui a Maringá a convite do Irmão Guilherme Candido para um lançamento do Livro "Rito de York" que é uma coletânea de textos sobre o tema do título confeccionado pelos obreiros da Loja Frank Marshall N. 170 Jurisdicionada ao Grande Oriente do Paraná - COMAB.

    Imagem da Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá vista do alto, retirada do site do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná.

        Todos que me conhecem sabem que eu tenho um medo absurdo de avião, na verdade tenho medo de tudo que anda a mais de 60km/h, que dirá de um bicho de várias toneladas que desafia a todas as Leis da Gravidade a 800km/h. Após o medo superado o Grande Arquiteto do Universo me proporcionou uma das coisas mais sublimes, ou seja, a Santa Fraternidade. Ao chegar ao aeroporto o Mano Guilherme e Bruno Oliveira (Carinhosamente chamado de primo) estavam a me recepcionar, a coisa estava tão bacana que tinha um Coral no desembarque do qual o Brunão disse que era pra mim. A amizade desse trio  já durava ha algum tempo à distância, exemplo disso são nossas parcerias na confecção e revisão de textos, no podcast "Caverna do Dragão" (pois nunca terminamos esse diacho) e vários estudos destinados a nossa Augusta Confraria. Agora estávamos reunidos materialmente, finalmente juntos! E nossa! Foi muito proveitoso.

     

    Livro Rito de York – O Rito Americano das Blue Lodges Vol 1, Lançado pela Loja Frank Marshall Nº170 assinado por Irmãos do quadro.

        Depois do Aeroporto fomos direto a um churrasco de outra Loja que o Mano Guilherme é filiado, a Schröder N.145, também Jurisdicionada ao Grande Oriente do Paraná. Fui muito bem recepcionado por irmãos atenciosos. Conversamos sobre diversos temas administrativos, políticos e interpessoal envolvendo a Ordem. Comecei com chave de Ouro!

    Da esquerda para a direita os Irmãos Guilherme Cândido, Cloves Gregorio (eu), Bruno Oliveira e William Yamamoto no Lançamento do Livro.

        Sábado pela manhã iniciamos o dia com um belo café na Frank Marshall, mas o melhor estava ainda por vir! Manos. A Ritualística da Loja foi perfeita, Os aprendizes são de uma qualidade incrível e apresentaram trabalhos muito bons sobre a História da Maçonaria no Brasil (eu nem queria...). Fiquei encantado com o modo de trabalhar. A Cerveja do Bolo (gosto mais de cerva do que cereja rs), ou seja, o ápice foi o Lançamento do Livro, pois acompanhei parte do processo de desenvolvimento. O sentimento era como se nascesse uma criança do qual você acompanhou a gestação na mãe. Depois da sessão conheci muitos irmãos valorosos, ainda batemos um papo informal ressaltando os melhores pontos da Maçonaria no Estado do Rio e do Paraná. Não deixei nenhum Irmão sair do prédio sem assinar o meu Exemplar recém adquirido.

    Eu (Cloves) na frente da Loja Maçônica Justiça Nº12 – GOP – COMAB, a mais antiga de Maringá, fundada em 22/09/1951.

        Certa vez o filósofo Clóvis de Barros Filho, (Meu xará com “i”) chegou a uma conclusão de que felicidade é um momento que você deseja que nunca acabe, e esse era o sentimento do maravilhoso sábado de manhã com os irmãos que eu acabara de conhecer e com meus velhos parceiros Guilherme e Bruno.

        Do meio dia de sábado até meio dia de domingo eu aproveitei a pomposa cidade de Maringá, do Qual fechei o passeio com chave de ouro em um almoço com Irmão Anderson Cândido, Venerável da Loja Frank Marshall e sua família, onde ele tem nada mais, nada menos como filho o Irmão Cabelo (Nome underground do Guilherme).

        Essa aventura deixou com um gostinho de “Quero Mais” e me ensinou o real motivo de estreitar os Laços Fraternos.

  • 20/04/2016 13:11

    Verdade – Um atributo que está em falta na Maçonaria Brasileira

        Queridos Irmãos, falaremos hoje de um velho problema que assola nossas fileiras, ou seja, as falácias ditas como verdade. Desde Aprendiz escuto estórias mirabolantes dentro de loja, basta uma personalidade morrer e já lhe tascam um avental, ou acontecer algo na sociedade civil (vide domingo dia 17/04/2016) que tem que ter tido o dedo de um maçom, ou até mesmo se for encontrado um triangulo de metal fossilizado de 5000 a.c (alô maçonaria antediluviana) arranjam uma teoria envolvendo Augusta Ordem, além destes, existem muitos outros casos. Esses atos contribuem para todo um processo de desinformação, já que dentre algumas meias verdades vem uma avalanche de fábulas.

      

     

        Na Maçonaria Brasileira, desde 1913 já existia uma preocupação com esse assunto, tanto é que o GOB lançou um boletim neste mesmo ano com o título “Educar os Obreiros é a base da realização maçônica” escrito por Dario Velloso. O texto começa assim “Luta pela Verdade e pela Justiça – A Maçonaria é animada do espírito de Sacríficio,  - Ser Maçom é trabalhar pelo Bem, pela PAZ. – A PAZ só será possível pela Verdade e pela Justiça.”. Depois de ler o trecho apresentado, percebemos que o texto era também de cunho moral, porém não deixando de exaltar o estudo cientifico, sugerindo assim, que as Lojas com edifício próprio abrissem escolas noturnas, escolas dominicais para os obreiros, cunhadas e sociedade.

        Hoje nós vivemos de um passado de pseudas glórias, quando na verdade a glória estava em boletins como os de acima descrito, ou seja, o reconhecimento da VERDADE. Palavrinha muito bem exemplificada nos lemas da Maçonaria Norte Americana, ligada diretamente a pesquisa. Então meus irmãos, faço um apelo a todos vocês, em prol de uma maçonaria com informações mais solidas e precisas. Verifique toda a informação que receber, veja se as fontes são fidedignas e se não existe alguma meia verdade incrustada. Fazendo isso juntos, construiremos um futuro bem mais proveitoso para todos.

     

    Bibliografia

    • Boletim do GOB de maio de 1913, páginas 283, 284, 285 e 286. Texto de Dario Velloso. Consultado do acervo do Museu Maçônico Paranaense.  - http://www.museumaconicoparanaense.com/new/index.php?aba=3

     

  • 17/04/2016 17:16

    Loja de Mesa (Banquete Ritualístico)

    Olá meus Irmãos, leitores e simpáticos a ordem maçônica. Eu, como qualquer ser humano tenho uma lista de importâncias e prioridades em minha vida, que começa com minha família, depois a maçonaria e em seguida, emparelhado, vem a comida. Agora convido vocês a imaginarem quão foi minha felicidade ao descobrir que existe Loja de Mesa (também conhecida como Jantar ou Banquete Ritualístico).
    O Irmão Kennyo Ismail (2011), em matéria sobre o mesmo assunto nos esclarece que "Já no século XVIII, com o surgimento das primeiras Grandes Lojas, as Lojas de Mesa começaram a seguir regras rígidas, principalmente no tocante ao álcool. É claro que, para o cidadão do século XVIII e meados de XIX, isso foi um grande desestímulo. Apesar dessa época de 'lei seca', quase reinante na Maçonaria do Século XVIII e que ainda persiste em muitos países, esse importante costume foi mantido e observado por diferentes Corpos Maçônicos. Um destaque é a Cerimônia de Endoenças do Capítulo Rosa-Cruz do Rito Escocês." e conclui "O maior problema das Lojas brasileiras que desejam realizar um Banquete Ritualístico é a ausência de rituais e manuais oficiais fornecidos pelas Obediências, o que faz com que os banquetes difiram muito entre as Lojas. A Loja de Mesa é um excelente modo para uma Loja comemorar alguma data especial de maneira diferente. Seja com álcool ou não, defenda essa ideia."
     
    Essa cerimônia está presente desde os primórdios de nossa Augusta Ordem aqui no Brasil, como pode ser constatado no Ritual da Loja Comercio e Artes, Jurisdicionada ao GOB de 1833. Vale ressaltar que neste mesmo Ritual não faz menção alguma a diferenciar Aprendizes, Companheiros e Mestres quanto ao serviço a ser efetuado. Diferente do que ocorre hoje na maioria dos Rituais.
     
    Eu sou um entusiasta quanto a essa cerimônia (Muitos outros irmãos também), logo, incentivo a todas as lojas que tenham estrutura para tal. No final das contas, acho que a mensagem dessa cerimônia é colocar no intimo de cada participante a dividir o pão com seu Irmão e com o próximo.
     
    Bibliografia
     
    • Site No Esquadro - http://www.noesquadro.com.br/2011/08/banquete-ritualistico-loja-de-mesa.html

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